Charlie Sheen parte 1

“Eu te amo” era minha carta na manga. Abria corações e pernas duras. Mas dizê-lo ficara perigoso. Passei a acreditar que realmente amava aquelas mulheres. E nesses meus momentos de fraqueza, elas começavam a jogar comigo, tornavam-me dependente, zumbi de afeto. Não atendiam ligações, furavam encontros. Foi quando comecei a agir como antes, para voltar a ter bons resultados. Eu as atraía pela impossibilidade de criar sentimentos.

Andava cansado das convenções sociais nos relacionamentos.

Alianças em 6x sem juros. Aniversário dos seus amigos, personalidades estranhas que em situações não obrigatórias jamais iria me aproximar. Discussões por não lavar a louça no momento certo. Eu andava confundindo prazer com felicidade.

Tinha marcado um encontro com Cibele. Recomendada com louvor nos comentários do site. Eu queria praticidade e de acordo com o anúncio ela era – loira, universitária, 21 anos, liberal, aceita casais, faz D.P, GB, CDP –  e todas aquelas siglas que eu não sei ao certo do que se tratam…

[Continua]

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