Charlie Sheen parte 1

“Eu te amo” era minha carta na manga. Abria corações e pernas duras. Mas dizê-lo ficara perigoso. Passei a acreditar que realmente amava aquelas mulheres. E nesses meus momentos de fraqueza, elas começavam a jogar comigo. Desapareciam, não atendiam ligações, furavam encontros. Foi quando comecei a agir como antes, para voltar a ter bons resultados. Elas não me permitiam amar. E por isso eu as atraía, pela impossibilidade de criar sentimentos. Sou inocente. Juro.

Andava cansado das convenções sociais nos relacionamentos.

Levar ao cinema/parque/restaurante/motel/depois em casa.

Andar de mãos dadas. Alianças. Presentes. Tudo isso para você acabar algum tempo depois sentado no sofá com ela e os sogros vendo tv em um domingo chuvoso. Discussões. Cobranças. Outras, não contentes em gastar meu dinheiro, ainda drenavam-me emocionalmente, sanguessugas do amor, tornavam-me dependente, zumbi de afeto. Eu andava confundindo prazer com felicidade.

Tinha marcado um encontro com Cibele. Recomendada por amigos. Eu queria praticidade, e de acordo com o anúncio do jornal: loira, universitária, 21 anos, liberal, aceita casais, faz D.P, GB, CDP e todas aquelas siglas que eu não sei ao certo do que se tratam…

[Continua]