meia entrada, quarta de tarde

Na primeira vez que o convidei, eu quis ver o pior filme,

O burro não entendeu, só na segunda seguiu minha vontade

Poltronas vazias, meia dúzia de gatos pingados

espero passar o trailer

O ar condicionado deixa-me com bolinhas de frio nas coxas

seu olhar está em mim, canhotamente

em 7 minutos

traz minha nuca com uma delicadeza bruta, invade minha jugular

e me beija sem demora, chupando meus lábios com Halls preto

levanto o descanso de copo que nos separa

minha mão cai sobre sua calça, sinto o volume

nesses momentos, minha mente aquieta-se e um silêncio interno grita, atinjo o nirvana ansiado por monges

enquanto minha língua rodopia na boca

Ele afasta gentilmente minhas pernas,

põe minha calcinha de lado

dentro de mim seu dedo me chama, diz: vem cá

sons molhados, abafados pelos diálogos iniciais

miro sua orelha, sussurro gemidos, ecos em seu ouvido

ele tira o dedo-médio e o coloca no meio do nosso beijo

meu mel escorre da minha língua

Abro sua calça e pego nele, firme

minhas mãos deslizam no seu pau molhado, faço devagar,

Em poucos segundos, tenho um vulcão e sua lava em minhas mãos

limpo na poltrona, nos arrumamos, voltamos pro filme.

A pipoca ainda está quente.

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