nevou na montanha

ATO 1

chegou devagar de bicicleta
mesmo assim foi observado, todos estavam alertas
chama o chegado de canto
o rapaz trabalha de noite, sem adicional noturno
hoje ia dar uns tiro até descer o santo:
quero um pino de dez! – e abriu a carteira no meio da rua
– tá louco filho da puta? baixa isso, passa aqui
entrega gramas em suas mãos e o mede
ele vai embora e com uma nota de 2 cheira em seu CPF
aspirando angústia em pequenas batalhas
cigarras cantam a sua morte
lágrimas desaguam nas bochechas tão salgadas quanto o oceano
vozes sussurram aos seus ouvidos da janela
rostos derretidos na rua o julgam, demônios prestam saudações
hora de ir ao encontro da mais bela
seu desespero é um anzol boiando num mar de peixes-intenções.

FIM DO ATO 1

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