a quem interessar possa

ABRIR TRABALHOS.

Em minhas orações eu perdoo Deus pelos seus pecados.

E você leu demais, viveu bastante e conhece/suspeita de coisas que os outros não sabem
Um (a) iluminado (a)
Mas
Você também sabe que um porco é mais esperto que um cachorro
E que isso não traz nenhuma vantagem neste mundo.

não sou naturalmente bom.
minhas virtudes vieram das circunstâncias impostas:
1. As gengivas retraíram (quase perdi todos os dentes) e por isso deixei de fumar;
2. Doo sangue para conseguir atestado e faltar ao trabalho.

Um dia papai me recriminou sobre minha tendência de falar sozinho. Disse que o diabo podia ouvir os planos e usá-los contra mim.
Ele era um evangélico gnóstico – SABER OUSAR FAZER CALAR – e não sabia
Lembro de espíritos, muitos, murmurarem nas noites em meus ouvidos de criança.
Eu morria de medo e ia dormir com meus pais

Depois de um tempo isso deixou de ser possível – o quarto estava sempre trancado e as vozes que eu escutava eram os gemidos de vinte minutos de minha madrasta. Porém, já havia visto papai sair do banho… ele não seria capaz de fazer mal a ninguém, muito menos fazê-la gritar,

Creio que no futuro inteligências artificiais sofrerão de depressão
Pessoas criarão anticorpos contra poetas
Toda revolta será comercializada
e as pessoas buscarão inspiração para seus cartazes de protesto em slogans de redatores publicitários, os novos xamãs

da Ascensão Sedativa.

FECHAR TRABALHOS.

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roda de camundongos Samsara®

Estou em todos os lugares
menos em mim
me masturbo no trabalho para manter as coisas funcionando
com olhos fechados concentrados em homens sem rostos
minha última prova de amor foi pagar a revisão completa do seu Saveiro 2001 (carro de egoísta), 1 mês antes de nos separarmos –
Ele precisava ir embora em segurança

Creio que meu destino é sentir saudade do que nunca lembrarei
Reencarnando e trocando de vidas como pele de cobra

Em almas recicladas

É um sistema meritocrático-espiritualista:

adeque-se e você poderá receber uma promoção na firma (viver em mundos mais evoluídos) e se tu se empenhar ainda mais, pode acabar sendo um gerente, sentando na mesa em reuniões da Diretoria (e até se encontrar com o Senhor/CEO). A participação no lucro da empresa se dá através de breves iluminações/devaneios.  Essa ascensão corporativa não me fascina.

Se o Demiurgo (D’us) vier, que venha armado.

não sou conduzido, conduzo

“Ain, vem trabalhar em São Paulo” um amigo diz.

“Pra quê, caralho? O Piva já disse que SP é uma grande caixa registradora decadente, uma necrópole composta de prédios-obeliscos-penianos onde o discurso corporativo faz parte do sotaque Boça-anasalado e está entranhado num imaginário coletivo que transformam pessoas em empresas

E

elas a-do-ram palavras em inglês como mindset, ASAP, fazer um call e fotos de ternos barra braços cruzados no LinkedIn que as dão um senso de pertencimento,

E não venha meter uma de Kennedy e dizer – não pergunte o que sua cidade faz por você e sim o que você faz por ela – 

eu te/me pergunto

o que

O QUE

ela tem a te/me oferecer?

fora shoppings, maconha bosta de cavalo prensada pelo PCC, Borba Gato e vaidade em restaurantes e bares – tire todo o entretenimento

o que sobra de São Paulo?

Anestesiado, você esquece o quanto ela esmaga seu espírito 

e começa a achar maravilhoso

pedalar em bicicletas do Itaú ao lado duma vala que chamam de rio.”

“Ah cara, muito longe…” respondi.

this land is your land

Woody Allen come a enteada, a filha adotiva/Monteiro Lobato desfilava pela Sociedade Eugênica de São Paulo/Corbusier é referência nas escolas de arquitetura/Brasileiros dóceis tiram selfies com a polícia/Jovem-cirandeiro-pós-desconstruídx-da-facool tecla em caps lock STALIN MATOU POUCO no Feice/

Não importa o que você é, 

Desde que ofereça emoções a eles.

Working middle class hero

O crachá ostentação da firma (antes objeto de orgulho visível fora da camisa ao andar pela Vila Olímpia) carregava o peso da ilusão no pescoço.

Notícias sobre “reformas” trabalhistas, spams do Boston Medical Group e diversos boletos para apenas um salário o desanimavam.

Almeida estava velho para protestos pacíficos aos domingos.  

Mas mesmo assim, decidiu agir.

A revolução não seria televisionada. Sua tática gramsciana iria lentamente minar as forças do patronato:

Cagada remunerada.

Pensamento do último dia do ano

“Hoje encontramos no mercado uma série de produtos desprovidos de suas capacidades malignas: café sem cafeína, creme de leite sem gordura, cerveja sem álcool… E a lista não tem fim: o que dizer do sexo virtual, o sexo sem sexo; da doutrina de Colin Powell da guerra sem baixas (do nosso lado, é claro), uma guerra sem guerra; da redefinição contemporânea da política como a arte da administração competente, ou seja, a política sem política; ou mesmo do multiculturalismo tolerante de nossos dias, a experiência do Outro sem sua Alteridade (o Outro idealizado que tem danças fascinantes e uma abordagem holística ecologicamente sadia da realidade, enquanto práticas como o espancamento das mulheres ficam ocultas…)? A realidade virtual simplesmente generaliza esse processo de oferecer um produto esvaziado da sua substância, do núcleo duro e resistente do Real – assim como o café descafeinado tem o aroma e o gosto do café de verdade sem ser o café de verdade, a Realidade Virtual é sentida como a realidade sem o ser. Mas o que acontece no final desse processo de virtualização é que começamos a sentir a própria “realidade real” como uma entidade virtual.”

ZIZEK, Slavoj.